Tem um leilão marcado pro final de setembro em Rondônia pra privatizar saneamento. Pra quem não acompanha, isso parece detalhe técnico, mas é termômetro de confiança em infraestrutura brasileira.
Por quê? Porque nos últimos tempos, leilão de concessão no Brasil virou sinônimo de: muito investidor estrangeiro saindo, menos grana circulando, e prêmio menor. O governo precisa do dinheiro, mas o investidor quer certeza — tipo, precisa saber que governo não vai mexer na regra do jogo, que moeda não vai despencar, que crise fiscal não vai virar calote.
Esse leilão de Rondônia é pequeno na comparação, mas é sinal de se a indústria de infraestrutura consegue levantar grana em momento de incerteza. Se vender bem, abre porta pra mais leilão. Se vender fraco, o governo fica apertado e vai levar tempo pra tentar de novo.
O pano de fundo é: Brasil precisa de investimento em saneamento, energia, rodovia — tudo caro, tudo de longo prazo. Privatização via leilão é uma forma de pagar a conta sem drenar caixa público. Mas só funciona se o investidor está tranquilo com o risco-país. Agora, está?
Tal pergunta é de quem investe em FIIs de infraestrutura, ações de empresa de concessão, renda fixa corporativa de player do setor. E de quem quer saber se Brasil segue investindo em si mesmo ou patina.