Existem dois jeitos de pagar um assessor financeiro. Uma é a comissão: ele vende um produto e ganha um percentual. A outra é a taxa fixa (fee-based): você paga X por mês ou ano, e ele cuida da carteira sem ganhar por venda.
Em tese, a taxa fixa é mais honesta: o assessor não tem incentivo a empurrar o produto mais caro. Na prática, o investidor pessoa física está começando a questionar se realmente vale pagar taxa quando o próprio Tesouro Direto + CDB (renda fixa pura) rendem algo perto de 1% ao mês.
O problema é óbvio: se um CDB já entrega 1% por mês e o assessor quer cobrar 0,7% ou 1% de taxa, está comendo uma parte significativa do ganho. Para isso fazer sentido, o assessor precisa entregar algo a mais: diversificação inteligente, rebalanceamento, proteção contra decisões ruins suas em pânico, posicionamento em ativos que você não compraria sozinho (internacionais, multimercado, ações de longo prazo). Se tudo o que ele faz é botar dinheiro em CDB e Tesouro, ele não está justificando a taxa.
Por isso cresce o movimento de quem começa a cobrar por consultoria pura (dá o plano, você executa) ou por taxa só em carteiras maiores, onde a diferença percentual faz diferença absoluta de verdade.