A Samsung Electronics abriu o cofre e prometeu devolver até US$ 80 bilhões aos acionistas — dividendos e recompra de ações combinados — referente aos resultados deste ano. É o maior programa de devolução de caixa da história da companhia.
O tamanho do cheque reflete um cenário raramente visto: a Samsung lucrou pesado em 2024, puxada pela explosão de demanda por chips e semicondutores — o combustível dos modelos de inteligência artificial que tomaram o mercado. Quando a empresa não sabe muito bem o que fazer com tanto dinheiro (porque reter muito caixa tem custo fiscal e de oportunidade), ela devolve ao acionista.
Para quem investe internacionalmente ou em fundos que pegam exposição a tecnologia global, essa notícia é um lembrete: grandes empresas de semicondutores estão em fase de superlucro. Nem sempre dura — ciclos de tecnologia são voláteis. Mas enquanto o interesse por IA estiver aquecido, companhias assim seguem rentáveis e premiando acionista. É o lado positivo de estar na vanguarda de uma onda tecnológica.