A Selic ficou em 14,25% ao ano. Se você já acompanha o mercado há um tempo, sabe que essa taxa não é pouco. Para colocar em perspectiva: imagine você colocar R$ 10 mil em um investimento que rende 100% da Selic via CDB. Ao final de um ano, você receberia aproximadamente R$ 11.425 de juros (é um exemplo redondo, mas dá pra pegar a ideia).
Com juros nesse patamar, a renda fixa voltou a ser interessante para o investidor PF que ficou anos dormindo por causa das taxas historicamente baixas. Quem tem dinheiro para alocar agora enfrenta uma decisão diferente: renda fixa oferece um retorno real decente sem precisar tomar risco adicional.
Mas aqui está o pulo do gato: a Selic alta é sintoma de inflação que o Banco Central quer controlar. Enquanto a economia não der sinais mais claros de desaquecimento, a tendência é ficar em patamar elevado. E isso significa que produtos pós-fixados (que acompanham Selic ou CDI) continuam conversando em compasso. Já os prefixados precisam que o mercado acredite em queda de juros para ganhar valor — e esse acreditar é mais complicado quando a inflação comportada depende de juros altos mesmo.
A recomendação de sempre: entender qual é a sua taxa de aversão a risco, qual é o seu horizonte de tempo e alocar renda fixa de forma estratégica, não desesperada.