A Selic segurou em 14% ao ano. Pode parecer apenas um número chato de economia, mas é a taxa mais importante do país: é dela que derivam praticamente todos os juros que você recebe (CDB, LCI, poupança, LCS) e é o motor de tudo que você paga (crédito pessoal, cheque especial, financiamento).
O que significa estar estável: depois de uma série de aumentos, o Banco Central sinalizou que chegou a um patamar. Isso acalma o mercado — pelo menos temporariamente. Renda fixa prefixada se beneficia quando Selic sobe e depois estabiliza, porque os preços dos títulos sobem quando a taxa perde força. Renda fixa pós-fixada (como CDB atrelado ao CDI) oferece juros mais altos no curto prazo.
A inflação do mês ficou em 0,07% — praticamente nenhuma movimentação. É sinal de que o Banco Central pode estar vencendo a batalha de aquecer os preços sem deixá-los sair do controle. Isso reduz a pressão por novos aumentos de Selic — o que importa se você está avaliando quanto tempo seus ativos de renda fixa vão permanecer com aquele juros no nome.
O cenário: se Selic ficar por aqui ou começar a cair (que é o que o mercado espera lá na frente), quem está em renda fixa pós-fixada ganha no curto prazo, mas perde rendimento lá na frente. Quem apostou em prefixado já travou a taxa — e se o juros cair, saiu na frente.