A festa dos cortes de Selic está chegando ao fim. Pelo menos é o que diz o Itaú em análise divulgada nesta semana, argumentando que o Copom deve frear a tesoura de agora em diante.
Pra entender: desde o começo de 2024, o banco central vinha reduzindo a Selic pra estimular a economia (quanto mais baixa, mais barato tomar crédito). Começou em 10,5% e chegou a 10,0% este ano. A ideia era dar um respiro pro bolso das pessoas e das empresas. Só que a inflação não saiu do jogo — o IPCA segue acima da meta, e o cenário externo ficou mais complicado (câmbio pressionado, mercado global nervoso).
Por que Itaú acha que chegou ao fim? Simples: cortar taxa quando há risco inflacionário é jogar dinheiro fora. Se a inflação não cai, a Selic baixa demais vira combustível pro preço subir ainda mais — um tiro pela culatra. Além disso, o dólar em alta e a instabilidade lá fora tornam arriscado sinalizador muito dovish (favorável a cortes) agora.
A taxa segue em 13,75% a.a. — ainda bem acima de outros países. Mas o recado é claro: quem esperava continuar vendo a Selic cair todo mês pode tirar esse tico da cabeça. O BC vai pendurar a tesoura na parede.