Se o mercado financeiro tivesse facebook status, dizia: "em situação complicada". Estamos na semana final da campanha eleitoral brasileira — momento em que investidores querem clareza — e do lado de fora do Brasil uma tempestade global mexe com confiança em ativos. Tá tudo piscando vermelho ao mesmo tempo.
O dólar (hoje a 5,20 por real) oscila entre apetite por risco e fuga dele. Lá fora, mercados estão tensos com notícias de política monetária, inflação teimosa em alguns países e fluxos que se mexem a cada minuto. Aqui, o resultado da eleição presidencial é a incógnita: investidor quer saber qual será o rumo da política fiscal, câmbio, selic — tudo que afeta retorno. Misture os dois: incerteza lá fora + incerteza daqui = liquidez mais fraca e spreads mais largos.
O cenário não é pânico, mas é de atenção. Quem está observando cota de fundo marcando queda ou vendo seu fixo oscilar mais do que o normal está vendo o retrato da atual volatilidade. Esses picos de incerteza são clássicos em eleições — e costumam passar. A recomendação que não cansa: em semanas assim, mexer desesperado costuma sair caro. A carteira que está diversificada e alinhada ao seu horizonte de tempo passa por essas fases sem grandes suporros.