O Ibovespa fechou o dia em queda de 2%, numa sessão marcada por três vilões: tarifas americanas no radar, tensão geopolítica no Oriente Médio e, internamente, a perspectiva de mais uma alta da Selic. Não é pânico — é cautela mesmo, especialmente perto de feriado prolongado (Corpus Christi). A bolsa brasileira vive esse sobe e desce constante: quando o mercado global respira, a gente acompanha; quando volta o medo de recessão ou conflito, a renda variável sente.
O petróleo caiu com a escalada de tensão geopolítica, e isso pesa em petroleiras. Já a perspectiva de Selic mais alta por mais tempo afeta construtoras e bancos — empresas que dependem de crédito mais barato para crescer. A combinação deixa o mercado em modo observação: nem pânico, nem euforia.
Para quem tem ação na carteira, dias assim são normais. O que realmente importa é lembrar que o comportamento do Ibovespa no curto prazo (um dia, uma semana) é muito mais ruído que sinal. Histórico mostra: carteiras diversificadas e construídas no longo prazo amortizam essas quedas rotineiras.