Quando a moeda de um país desaba, os preços lá dentro viram uma festa para turistas e importadores. É isso que está acontecendo no Japão agora. Segundo o Deutsche Bank, o iene perdeu tanta força no mercado global que Tóquio ficou absurdamente barata comparada ao resto do mundo. Refeições, hospedagem, eletrônicos — tudo virou brinde.
O problema é que isso não é tão bom assim para todo mundo. Quando uma moeda cai demais, ela sinaliza fraqueza econômica ou políticas monetárias que desaquecem o país. No caso japonês, é uma combinação de baixo crescimento e taxa de juros praticamente zero. Para investidores brasileiros, a lição é diferente: enquanto o iene desaba, o dólar em relação ao real segue caro. A cotação hoje gira em torno de R$ 5,10, o que significa que trazer produtos de fora fica mais caro, e quem tem dívida em dólar sofre.
O fenômeno global. O relatório do Deutsche Bank mapeou como a inflação e os movimentos de câmbio mexeram nos preços ao redor do planeta. Alguns países ficaram muito caros (como Reino Unido e Suíça), enquanto outros desabaram em custo. Japão é o campeão de barato; Brasil fica no meio do caminho, nem tão caro nem tão barato.
Para quem investe em renda fixa ou ações, isso importa porque moedas fracas afetam como o mundo enxerga a economia de cada país — e isso mexe com fluxo de capital internacional.