Um levantamento recente entre os maiores investidores internacionais de real estate mostra que o Brasil ainda figura como destino preferido para alocação de capital estrangeiro no setor — mesmo em cenário de Selic elevada, incerteza fiscal e estruturais que desafiam os cofres do governo.
O raciocínio por trás disso não é mágica: real estate no Brasil oferece rendimentos (rents e valorização de longo prazo) que compensam a taxa de juro local, além de oportunidades de reposicionamento urbano e desenvolvimento em cidades de médio porte que crescem. Grandes investidores internacionais pensam em décadas, não em trimestres — e, visto pela lente de uma carteira global, o Brasil ainda oferece spread interessante.
O pano de fundo, porém, é tenso. A meta fiscal está sob pressão (o governo luta pra gerar poupança pública), e isso cria ruído político que afeta a moeda (o dólar está por volta de R$ 5,17). Quando o real desvaloriza, ativos em real estate devalorizam em dólar. Mas grandes players já precificam isso — eles ganham em real, mas sabem que podem converter para dólar e levar pra casa com spread menor do que esperariam num país europeu ou nos EUA.
O recado final: o Brasil mantém sua atratividade imobiliária via fundos internacionais e equity real estate global. Quem tem FIIs na carteira ou diversifica entre ativos imobiliários deve entender que essa corrente de capital externo cria demanda por ativos quality — o que sustenta preços.