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Atraso na aprovação do Redata no Senado20 de agosto de 2026

O Senado empaca aprovação do Redata e governo perde R$ 5,2 bilhões de alívio fiscal

A demora em aprovar incentivos fiscais para data centers custa ao governo um programa que teria ajudado a arrumar as contas públicas em 2026.

Narrado pelo BentoRenda fixaAções

O Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) virou aquela lei que ninguém aprova no Senado, e o governo praticamente desistiu dela para 2026. A consequência: a receita que teria vindo dessa iniciativa — algo próximo a R$ 5,2 bilhões — agora não entra nos cofres públicos, dificultando ainda mais o cumprimento da meta fiscal.

O programa Redata era simples em tese: criar incentivos tributários para atrair investimento em infraestrutura de data centers no Brasil. Parecia ganha-ganha (empresas de tech recebem benefício, Brasil ganha investimento e empregos, governo colhe receita). Mas o Congresso não consegue aprovar nem essa. É sintomático de um problema maior: a dificuldade de o governo passar pautas estruturais em tempo hábil.

Mas qual é a relevância pra quem investe? Bem, quando o governo perde receita prevista, precisa compensar de outras formas: ou corta gastos (nem sempre palatable politicamente), ou aumenta receita de outro lado (aqui entram mudanças tributárias que mexem com investidores), ou deixa o rombo crescer (o que pressiona a moeda e a confiança, afetando renda fixa e ações). Nesse caso, é mais um bloco de incerteza que pesa sobre a narrativa fiscal brasileira.

O real continua cerca de R$ 5,17 por dólar, refletindo justamente esses riscos. Investidores acompanham cada derrota legislativa do governo na agenda de receitas — porque sabem que fiscal frágil = moeda fraca = renda fixa prefixada desconfortável no longo prazo.

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