Nos últimos anos, o mercado de painéis solares residenciais cresceu que só. A promessa? Energia barata, sustentável e sem dependência da concessionária. Só que por trás dessa revolução verde, havia uma montanha invisível de dívida.
Empresas do setor emitiram bilhões em debêntures e Certificados de Recebíveis (CRA) — títulos de dívida que bancavam a expansão agressiva. Agora, com mais de R$ 10 bilhões em dívidas vencidas ou próximas de vencer, o tempo está fechando para essas companhias. Várias podem não conseguir pagar, e quem comprou esses papéis (investidores pessoa física e fundos) enfrenta risco real de perda.
O que aconteceu? A receita da GD solar é previsível (geração mensal), mas o crescimento foi tão rápido que a alavancagem (usar dinheiro emprestado para crescer) ficou insustentável. É o clássico: expandir demais, rápido demais, com capital de terceiros. Quando o mercado desacelera ou juros sobem, quem pegou crédito caro fica apertado.
Em resumo: o setor é saudável, mas fez uma festa com dinheiro emprestado. Agora, parte dessa dívida está em risco, e alguns projetos podem não se concretizar.