O dólar passou a marca de R$ 5 na cotação PTAX de venda (o câmbio oficial usado em operações financeiras). Quando isso acontece, a primeira reação de quem tem investimentos no exterior é sentir o aperto na conversão: aquele fundo lá fora que rende em dólar fica mais caro pra trazer de volta pra reais.
Mas aqui vai um respiro: essa oscilação do câmbio é NORMAL em economias que importam quanto o Brasil. A Taxa Selic alta (14,50% ao ano) e a inflação controlada (0,58% no mês) são fatores que historicamente fortalecem a moeda local quando os estrangeiros acham atrativo investir em renda fixa brasileira. O problema é quando o movimento fica pra um lado só — e aí sim a moeda fica pressionada.
O que importa mesmo é entender que, no curto prazo, o dólar sobe e desce; no longo prazo, a desvalorização do real contra o dólar é uma realidade que cada investidor PF precisa lidar. Quem está em ativos internacionais está, de certa forma, já ciente disso — é parte do jogo.
Os dados dizem que a inflação segue comportada (0,58% em maio), o que dá ao Banco Central espaço pra manobra. A Selic em 14,50% continua em nível elevado por aqui, o que historicamente atrai dinheiro estrangeiro — só que nem sempre é o suficiente pra conter pressões de risco maior em economias emergentes.