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Crescimento de FIDCs de fintechs27 de julho de 2026

Fintechs de entrega e e-commerce viram o novo negócio de crédito do mercado

Apps de delivery e shopping online estão dominando os fundos de crédito do Brasil com empréstimos que superam R$ 25 bilhões.

Narrado pelo BentoRenda fixa

O mercado financeiro tem um novo padrão: quem quer crescer em crédito não precisa mais de agência bancária. Apps de entrega e plataformas de e-commerce descobriram que a própria base de usuários é uma mina de ouro para emprestar dinheiro — e o mercado todo está seguindo essa onda.

O iFood acabou de captar R$ 600 milhões vendendo cotas de um fundo de crédito próprio, fechando uma estrutura que mostra como essas empresas viraram, de fato, gestoras de risco de crédito. A novidade não é ter um fundo; é o tamanho: os FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios) ligados a delivery e e-commerce já ultrapassaram R$ 25 bilhões em concessão de empréstimos no Brasil.

Por que isso importa? Porque esses fundos estão oferecendo retorno acima da Selic (que está em 14,25% ao ano) e abaixo do que você pagaria em um empréstimo pessoal convencional. Para quem investe, significa uma classe de ativo menos conhecida, mas com fluxo previsível. Para o mercado, significa que o crédito está se descentralizando: não é mais só banco que empresta, é plataforma que conhece seu cliente, seu histórico de compra e sua capacidade de pagamento em tempo real.

O risco? Está aí também. Esses fundos dependem de quanto as pessoas conseguem pagar de volta. Se a economia desacelera e as vendas caem, o calote sobe. Por enquanto, porém, a demanda por crédito das plataformas segue forte — e os investidores veem ali um segmento menos afetado pelas taxas de juros ruins que bancam a maioria das operações tradicionais.

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