A Selic continua lá em cima, aos 14,25% ao ano, e a inflação segue comportada: apenas 0,16% em junho. Esse é o cenário que faz a renda fixa brilhar nos olhos de quem busca rentabilidade previsível.
Quando a taxa de juros está alta e a inflação está baixa, acontece algo raro: os papéis prefixados e os pós-fixados (atrelados à Selic ou ao CDI) oferecem retornos atraentes de forma simultânea. Um CDB a 100% do CDI, por exemplo, rende a Selic menos um percentual pequeno — hoje, próximo de 13,5% ao ano. Já quem tem um título prefixado adquirido antes (e preso) está vendo aquele retorno garantido ficar cada vez mais valioso comparado ao que se oferece em novas aplicações.
A inflação sob controle é a cereja do bolo. Sem pressão de preços, não há razão imediata para o Banco Central voltar a apertar a torneira de juros. Isso significa que a taxa pode ficar por um tempo nesse patamar ou até começar a cair — cenários que favorecem justamente quem já está dentro.
O ponto de atenção? A renda fixa prefixada (aquela com taxa fechada no momento da compra) ganhou atratividade porque captou a expectativa de que a Selic pode cair nos próximos meses. Se isso não acontecer, novos prefixados podem oferecer rendimentos ainda maiores. A decisão de ficar onde está ou se reposicionar depende do que cada um espera do futuro — mas entender esses dois cenários já é meio caminho andado.