Luis Fernando Stuhlberger, um dos maiores apostadores em macroeconomia do Brasil, largou uma frase contundente essa semana: todos os presidenciáveis vão cometer um "estelionato eleitoral" ao ignorar a questão fiscal. Menos um — que ele não nomeou publicamente.
O que está por trás disso? O desequilíbrio nas contas públicas é o elefante na sala há anos. Gastos crescem, receita não acompanha, e a dívida fica cada vez mais pesada no orçamento. Quem trabalha com mercado sabe: isso corrói confiança de investidor, pressiona inflação e pode virar uma crise séria. Mas é chato demais pra campanha — ninguém vence eleição prometendo corte de despesa.
A ironia? A "dificuldade política" de encarar a realidade fiscal amanhã amplifica os problemas de hoje. Mercado observa atento. Quando eleição se aproxima e ninguém fala a verdade sobre números, investidor começa a ficar nervoso — aí fluxos de capital saem, dólar sobe, inflação acelera.
Não é profecia de desastre, é só matemática: contas que não fecham eventualmente cobram um preço.