Invista Bem · Mercado
Stuhlberger alerta sobre fiscal fora da agenda eleitoral18 de junho de 2026

Fiscal fora da campanha: Stuhlberger vê estelionato eleitoral no ar

O gestor de patrimônios aponta que nenhum candidato à presidência coloca o ajuste fiscal na pauta — e isso é um problema sério.

Narrado pelo BentoRenda fixaAções

Luis Fernando Stuhlberger, um dos maiores apostadores em macroeconomia do Brasil, largou uma frase contundente essa semana: todos os presidenciáveis vão cometer um "estelionato eleitoral" ao ignorar a questão fiscal. Menos um — que ele não nomeou publicamente.

O que está por trás disso? O desequilíbrio nas contas públicas é o elefante na sala há anos. Gastos crescem, receita não acompanha, e a dívida fica cada vez mais pesada no orçamento. Quem trabalha com mercado sabe: isso corrói confiança de investidor, pressiona inflação e pode virar uma crise séria. Mas é chato demais pra campanha — ninguém vence eleição prometendo corte de despesa.

A ironia? A "dificuldade política" de encarar a realidade fiscal amanhã amplifica os problemas de hoje. Mercado observa atento. Quando eleição se aproxima e ninguém fala a verdade sobre números, investidor começa a ficar nervoso — aí fluxos de capital saem, dólar sobe, inflação acelera.

Não é profecia de desastre, é só matemática: contas que não fecham eventualmente cobram um preço.

Gostou? Compartilhe
FiscalEleiçõesMercado

Aprofunde no tema

Lição da trilha
Pós, prefixado e IPCA+: qual a diferença
Simulador
Simulador de renda fixa
Lição da trilha
CDI e Selic: as taxas que mandam no jogo

Leia também

Acordo Oriente Médio e Fed

O alívio no Oriente Médio não muda o jogo dos juros americanos (ainda)

Acordo entre EUA e Irã abre o Estreito de Ormuz, mas o Fed não corre para cortar a Selic global.

Ler
Desancora de expectativas de inflação

Inflação desancora: o que significa quando as expectativas fogem do controle

Projeções de inflação subiram, e isso é sinal de que mercado perdeu confiança nos números do BC. Entenda por que importa.

Ler
Inflação desancorando e Selic em 14,5%

Juros altos, inflação desancorando: o custo invisível da austeridade morna

Com expectativas de inflação voando e a Selic em 14,5%, o Brasil paga caro por não fazer a lição de casa lá no começo.

Ler

E na SUA carteira?

O Bento cruza esse cenário com os seus investimentos de verdade e te diz, com os seus números, o que isso significa pra você.

Ver na minha carteira
← Todas as matérias

O mercado, sem juridiquês, no seu e-mail

O Bento te manda o que importou na semana, explicado de um jeito que dá pra entender. Sem spam, sem recomendação de compra.