A Kaszek, uma das maiores gestoras de venture capital da América Latina, está com combustível novo. A casa acaba de captar um novo fundo e, no mesmo movimento, anunciou uma estrela: Guilherme Lago, ex-CFO do Nubank, virou sócio da gestora.
Nubank e Kaszek têm história juntos — a VC foi uma das primeiras a apostar no banco digital brasileiro. Lago saiu do Nubank e a Kaszek, ao invés de deixá-lo ir para outro lado do mercado, o incorporou como sócio. Traduzindo: a gestora quer o conhecimento dele sobre o ecossistema, especialmente sobre o que funciona na fintech e no varejo de renda baixa.
Isso importa porque sinaliza movimento de capital. Venture capital floresceu no Brasil nos últimos anos, mas oscila conforme o humor global por risco. Agora, se uma gestora pesada como a Kaszek está captando novo fundo e trazendo gente de peso (CFO de um dos maiores unicórnios do país), é sinal de que os gestores estão apostando que ainda tem espaço pra startup crescer por aqui.
Nem tudo são flores: o mercado de venture sofreu muito em 2023 e 2024, e a recuperação é lenta. Mas movimentos como esse mostram que há fé — ou pelo menos capital disponível — pra continuar.
Pra investidor PF, a maior parte do venture capital está longe do alcance (precisa de valores altos e acesso). Mas vale acompanhar o movimento: quando há fluxo de capital pra startups, significa que o mercado está enxergando saída e retorno potencial. É termômetro da economia inovadora brasileira.