O IPCA (aquele índice de inflação que o BC usa como alvo) foi a 0,58% em maio. Não é zero, mas é um número bem contido — dentro do esperado, sem sustos em nenhuma direção.
Para entender o que isso significa: a inflação alta força o Banco Central a subir a Selic (a taxa básica de juros) para apertar o dinheiro em circulação e frear a demanda. Inflação baixa, ao contrário, abre espaço para soltar os juros. A Selic está em 14,5% ao ano — e a paisagem de preços morna deixa mais claro que a taxa deve ficar por aí ou, eventualmente, começar a cair.
Mas calma: isso não significa que a inflação desapareceu. Um mês é um mês, e o acumulado do ano ainda está sendo observado. O ponto é que maio veio tranquilo, sem explosão de preços em alimentos, energia ou outros itens que costumam puxar para cima.
O dólar também segue controlado, em torno de R$ 5,08 — sem picos que costumam derramar na inflação de importados. A combinação de Selic alta, inflação contida e câmbio calmo desenha um quadro que o BC vinha buscando: aquele em que a moeda não derrete, os preços não explodem, e o mercado respira.