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Acordo Oriente Médio e Fed16 de junho de 2026

O alívio no Oriente Médio não muda o jogo dos juros americanos (ainda)

Acordo entre EUA e Irã abre o Estreito de Ormuz, mas o Fed não corre para cortar a Selic global.

Narrado pelo BentoRenda fixaAções

Respire fundo: o acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio é notícia grande, sim. A reabertura do Estreito de Ormuz, aquela rota crítica para o petróleo mundial, alivia pressões inflacionárias que o conflito vinha empurrando para cima há meses. Menos tensão geopolítica geralmente significa menos pressão nos preços das commodities.

Mas não é porque a inflação respira um pouco que o Federal Reserve (o banco central americano) vai correr para cortar os juros. Economistas do Citi avisam: esse alívio geopolítico, sozinho, não muda o script. A inflação nos EUA ainda está acima da meta do Fed, e reduzir juros muito rápido seria queimar a manga de novo.

Por que isso importa aqui? Porque a Selic brasileira — hoje em 14,5% ao ano — está fortemente atrelada ao que o Fed faz. Se juros americanos caem devagar, o Banco Central brasileiro também tem menos espaço para alívio. Resumindo: a notícia é boa para o bolso global, mas não libera o gatilho de cortes nos juros tão rápido quanto alguns torcem.

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