A taxa Selic bateu em 14,25% ao ano, o maior patamar do ciclo de aperto monetário. Para a maioria dos investidores PF, a notícia é simples: renda fixa pós-fixada (aquela amarrada ao CDI ou direto na Selic) está rentável de novo.
Quem tem dinheiro parado em CDB, Selic direto ou fundos de renda fixa pós-fixada vê o rendimento real — aquele que fica depois que a inflação come uma parte — ficar mais interessante. Em um cenário onde o IPCA do mês passado ficou em 0,58%, aplicações que acompanham a Selic de perto ganham força de forma natural.
Mas aqui vem o ponto: essa festa da pós-fixada só faz sentido se você já tem grana alocada e quer deixar rendendo. O risco de taxa cair no futuro (e com ela, o seu rendimento) continua ali. Histórico mostra que ciclos de juros altos não duram para sempre, então quem entra agora precisa estar preparado para ver o retorno cair quando a Selic começar a descer.
O movimento também pressiona renda fixa prefixada e IPCA+ para baixo — afinal, por que travar juros baixos se a Selic está tão alta? Essa dinâmica é normal em ciclos de aperto, mas reforça por que diversificar entre pré, pós e atrelado à inflação faz sentido em vez de tudo em um só tipo.