Invista Bem
Selic em 14,25%17 de julho de 2026

Selic em 14,25%: seu dinheiro parado já rende mais, mas calma

A taxa básica segue alta, e quem tem renda fixa pós-fixada vê juros subindo. Mas não é motivo pra ficar pulando entre ativos.

Narrado pelo BentoRenda fixaTodo investidor

A Selic, a taxa básica de juros do Brasil, está em 14,25% ao ano. Pra quem não entende: todo título de renda fixa lastreado em Selic ou CDI (que segue Selic) rende uma porcentagem dessa taxa. Quanto mais alta, maior o retorno nominal.

Na prática, quem tem dinheiro em renda fixa pós-fixada — CDB, LCI, LCA, poupança, Tesouro Selic — vê o rendimento subir junto. Isso é bom pro poder de compra do dinheiro parado, ruim pro preço de títulos prefixados (que já fecharam uma taxa fixa menor).

O porquê da taxa alta é inflação: o IPCA do mês está em 0,16%, e o Banco Central mantém juros elevados pra segurar o preço das coisas. É uma medicina brava, mas necessária enquanto o custo de vida não cede.

Agora, aqui vem o papo de capivara tranquila: o fato de a Selic estar alta NÃO é motivo pra ficar trocando de ativo todo mês achando que vai aproveitar melhor. Taxa alta hoje não garante taxa alta amanhã — o BC pode cortar conforme a inflação ceda. Quem saiu de renda fixa prefixada pro pós-fixado ganhando com a tendência corre o risco oposto: quando Selic cai (e cai, mais cedo ou mais tarde), fica com o pé atrás.

O jogo inteligente é entender o PRÓPRIO objetivo (ganhar em que horizonte, com quanto risco?) e montar a carteira com base nisso — não com base na última notícia.

Gostou? Compartilhe
SelicRenda FixaJuros

Aprofunde no tema

Lição da trilha
CDI e Selic: as taxas que mandam no jogo
Simulador
Simulador de renda fixa
Lição da trilha
Pós, prefixado e IPCA+: qual a diferença

Leia também

Reforma tributária reorganiza estratégias

Reforma tributária muda o jogo dos family offices: saiba por que isso importa

As mudanças nos impostos sobre investimentos estão reorganizando como os ricos estruturam suas carteiras.

Ler
Tarifas de Trump e Incerteza Global

Trump, tarifas e a economia brasileira: quando o humor de um presidente mexe com a gente

A agenda econômica do Brasil depende agora de decisões lá fora — e isso gera incerteza sobre taxas, câmbio e renda fixa.

Ler
Deterioração de Crédito da Braskem

Braskem enfrenta avalanche de debêntures sendo negociadas a 30% do valor — sinais de estresse real

Os papéis da empresa estão derretendo no mercado secundário enquanto credores não conseguem se alinhar.

Ler

E na SUA carteira?

O Bento cruza esse cenário com os seus investimentos de verdade e te diz, com os seus números, o que isso significa pra você.

Conhecer a plataforma
← Todas as matérias

O mercado, sem juridiquês, no seu e-mail

O Bento te manda o que importou na semana, explicado de um jeito que dá pra entender. Sem spam, sem recomendação de compra.