A Selic continua lá, firme e forte em 14% ao ano. Para quem está de fora do mercado, é só um número. Para quem investe em renda fixa pós-fixada, é ouro em pó.
Entenda por quê: quando a Selic fica alta, tudo que está atrelado a ela (ou ao CDI, que flutua junto) rende mais. Um CDB pós-fixado a 100% do CDI, por exemplo, traz retornos reais interessantes quando você desconta a inflação.
O cenário atual é raro. A inflação de julho ficou em 0,07% (basicamente nada), enquanto a Selic está no teto do ciclo. Isso significa que, neste momento, a diferença entre o que você ganha com renda fixa pós e o que você perde com a inflação é considerável. Para comparação, há dois anos essa "sobra" era bem menor.
Claro que nada dura para sempre: o Banco Central pode começar a cortar juros em breve, e quando isso acontece, o prêmio diminui. Mas enquanto estamos aqui neste patamar elevado, quem tem portfólio em pós-fixado tem uma proteção natural contra quedas de inflação.