O Banco Central manteve a Selic (a taxa que governa todo o mercado de juros brasileiro) em 14,5% ao ano. Não subiu, não desceu — ficou como estava.
Porque isso importa? Porque Selic é a referência: quando sobe, renda fixa fica mais atraente. Quando cai, o oposto. Deixando ela parada, o BC sinaliza que está monitorando, sem fazer movimento brusco por enquanto.
Olhando os indicadores oficiais, o IPCA do mês está em 0,67%. Isso é uma inflação mensal baixa — nada que cause pânico. Com inflação sob controle, o BC tem espaço pra pensar em cortar juros nos meses à frente, mas sem pressa.
A realidade é que 14,5% continua uma taxa bem alta para padrões mundiais. Pra quem tem aplicação em CDB a 100% do CDI ou em Tesouro Selic, o rendimento segue generoso. Quem está pensando em Tesouro prefixado (aquele com taxa fixa na hora da compra) também continua vendo taxas interessantes — porque se o BC começar a cortar, o prefixado fica mais valioso.