A Selic permanece em 14% ao ano. Para quem está habituado com taxas mais baixas, esse número pode parecer abstrato — mas ele é a taxa de juros básica do Brasil, aquela que o Banco Central usa como ferramenta principal pra controlar a inflação e a economia.
Um rápido lembrete: quanto maior a Selic, maior a taxa que você consegue em investimentos de renda fixa pós-fixada (CDB, Tesouro Selic, fundos de renda fixa simples). Um CDB que paga 100% do CDI (que acompanha a Selic) oferece algo próximo a 14% ao ano. Compare com poupança tradicional que rende 70% da taxa Selic (cerca de 9,8% ao ano) — a diferença é considerável no longo prazo.
O ponto importante: uma Selic nesse patamar indica que o Banco Central ainda vê inflação e risco de descontrole de preços. É por isso que a taxa continua alta — não é "sorte", é escolha deliberada de política monetária.
Para quem tem renda fixa prefixada (Tesouro Prefixado, CDB prefixado com taxa fechada desde o início), essa situação é um pouco incômoda: você travou uma taxa menor quando a Selic era mais baixa, e agora vê que poderia estar ganhando mais. É o trade-off do prefixado: segurança de taxa em troca de possível ganho perdido.
A IPCA (inflação oficial) segue baixa no acumulado recente (0,07% no mês), o que reforça a luta do BC contra a inflação — mas também explica por que Selic continua onde está.