A Selic segue em 14% ao ano. Sem mudança na última reunião do Copom, a taxa de juros de referência do Brasil permanece no seu nível mais elevado do atual ciclo. Isso significa que as taxas de retorno para quem investe em renda fixa continuam atrativas — pelo menos por enquanto.
Renda fixa pós-fixada (como CDB ou LCI com remuneração em CDI, que segue de perto a Selic) oferece hoje taxas interessantes. Um CDB a 100% do CDI, por exemplo, rende praticamente 14% ao ano em termos brutos. Mesmo depois de impostos (que caem conforme o prazo), o retorno mantém-se sólido.
O cenário, porém, traz uma tensão. Com juros altos comprimindo a economia (crédito caro, consumo menor), a inflação pode arrefecer mais rápido do que o esperado. Se isso acontecer, o Copom pode começar a reduzir a Selic nos próximos meses. Quem está em pós-fixado veria os novos depósitos renderem menos — mas o fluxo de caixa já aplicado segue protegido.
Para renda fixa prefixada (que trava uma taxa hoje para o futuro), o cenário atual é menos atrativo que em fases anteriores — você fixa 13-14%, mas se os juros caírem nos próximos meses, você terá perdido a oportunidade de ganhar mais. Já para IPCA+ (prefixado + inflação), a equação depende de quanto você acredita que a inflação vai subir além da Selic.
O conselho é simples: entender em qual tipo você está aplicado e por quê. Cada cenário pede uma composição diferente.