O Brasil está em maus lençóis quando o assunto é crédito. Um estudo do UBS BB coloca o país como o pior entre os principais mercados latino-americanos na dinâmica de concessão de empréstimos, com deterioração simultânea tanto em crédito para famílias quanto para empresas.
Em termos práticos, isso significa que os bancos estão mais reticentes em emprestar — seja pra pessoa física financiar um carro ou pra pequena empresa rodar o caixa. A razão não é mistério: inflação teimosa, taxa Selic alta (atualmente em 14,25% ao ano) e incerteza econômica criam um ambiente onde risco e retorno não fecham a conta pro banco.
O reflexo é imediato. Quem precisa de crédito para consumo ou investimento enfrenta juros mais altos, prazos curtos e critérios mais severos. O mercado como um todo desacelera quando famílias e PMEs não conseguem respirar financeiramente.
Isso não é um problema só de números em relatório de banco — afeta a dinâmica toda. Menos consumo das famílias e menos investimento das empresas significam crescimento econômico mais fraco adiante. É um ciclo que se retroalimenta.