O Redata (novo marco regulatório para data centers) foi aprovado no Congresso e já disparou o entusiasmo entre as empresas do setor. Resultado: projetos começaram a brotar por todo lado. Só que tem um problema que ninguém consegue ignorar: o Brasil tem energia sobrando em várias regiões, mas a rede de transmissão que leva essa energia está travada.
É basicamente uma desconexão entre oferta e distribuição. Você tem eletricidade disponível no Nordeste, no Centro-Oeste, mas levar tudo isso para São Paulo ou para os pontos onde os data centers querem se instalar demanda obras de transmissão que carregam licenças ambientais, negociações fundiárias e prazos elefantinos. Enquanto isso, os data centers esperando.
O mercado já começa a conversa sobre isso. Investidores de infraestrutura de energia estão atentos — porque se a transmissão virar o gargalo, quem conseguir resolver esse quebra-cabeça pode ter um ativo muito interessante. Fundos de infraestrutura e ações de empresas de energia e transmissão acompanham esse movimento perto. A lição aqui é atemporal: em projetos grandes, resolver um gargalo abre porta para o próximo — não é tudo na mesma velocidade.