A Selic está em 14,5% ao ano, e o mercado começa a cochichar sobre mais uma alta. Quando a taxa básica sobe, duas coisas diferentes acontecem na renda fixa: CDIs e Selics (pós-fixados) acompanham para cima, porque sua remuneração flutua com a taxa — e quem tem R$ 10 mil em um CDB pós-fixado vê a rentabilidade anual subir automaticamente. Já os prefixados fazem o movimento inverso: seus preços no mercado secundário (se você vender antes do vencimento) tendem a subir, porque quem quer entrar novo agora compra um papel que já tem taxa alta travada.
O raciocínio? Quando a Selic sobe, fica mais atrativo comprar papel novo (que já vem com taxa maior). Quem já segura um prefixado antigo fica em vantagem.
Por enquanto, a rentabilidade pós-fixada segue atraente para quem quer segurança e acompanha a inflação (caso do IPCA+). Mas se realmente a Selic subir mais, os prefixados ganham apelo renovado — aquele papel que você comprava hoje a 10% ao ano fica mais valioso porque papel novo pode vir a 10,5% ou mais.
Dica de observação: não é sinal de compra ou venda, é só o movimento natural do mercado. Quem tem mix de ambos está seguro.