O dólar está cotado a R$ 5,15 e mudou de atitude por aqui. Enquanto o Brasil negocia questões fiscais, incertezas sobre política fiscal e ruídos institucionais, a moeda americana vira um porto seguro natural. Quando ações e ativos brasileiros ficam baratos (em preço mesmo, não em retorno), muita gente pensa em deslocar parte da poupança pra dólar e ativos em moeda estrangeira.
A renda fixa internacional volta a ficar interessante nesses momentos. Um investidor brasileiro pode acessar títulos do Tesouro americano ou de empresas gringas, ganhar em dólar e se beneficiar da desvalorização do real se ela continuar. Mas tem um detalhe: você entra em um ativo chamado de internacional justamente porque acredita que o rendimento lá MAIS a apreciação da moeda vale a pena em relação às alternativas locais — ou porque quer diversificar geograficamente e reduzir o risco de concentração.
No Brasil, a Selic está em 13,75% ao ano. Títulos americanos oferecem bem menos. Se o real não desvalorizar mais, ficar em renda fixa local pode ser mais rendoso. Essa é uma conta que cada investidor precisa fazer sozinho, com seus próprios números.